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Compra e venda pela internet cai na mira da reforma tributária

O preço de produtos comercializados em sites como OLX e Mercado Livre pode ficar mais caro se o texto da Reforma Tributária, em tramitação no Senado, passar sem mudanças.

O preço de produtos comercializados em sites como OLX e Mercado Livre pode ficar mais caro se o texto da Reforma Tributária, em tramitação no Senado, passar sem mudanças. A ideia é do relator do texto, o senador Roberto Rocha (PSDB-MA), para aumentar a arrecadação do governo. “A tecnologia permite hoje um consumo muito grande pela internet. É preciso que a gente encontre meios para fazer uma tributação justa”, afirmou nesta segunda-feira 2. O senador já informou que o parecer completo será entregue até o dia 20 de setembro.

A mudança, no entanto, não afetaria vendas por redes sociais, como Facebook e Instagram. “A tributação não acontece entre CPFs (pessoas físicas), somente entre CNPJs (pessoas jurídicas) para CNPJs ou CNPJs para CPF”, afirmou o senador.

Pensada para facilitar a vida do empresariado e estimular a economia, a reforma, se aprovada, pode acabar criando novos obstáculos para empresas que viram um nicho na venda online. Algumas já migraram para plataformas próprias. É o caso da Rededots, que surgiu como uma comunidade no Facebook que movimenta R$ 250 milhões por ano e hoje também funciona em uma plataforma digital exclusiva. A projeção da empresa, sem a reforma, é de quase R$ 3 milhões em 2020. Além de produtos, a companhia também pensa em ampliar o leque de ofertas “Serviços financeiros e crowdfunding através de parcerias para os projetos de empreendedorismo também estão no radar”, afirma Kuki Bailly, CEO da Rededots.

Essa não é a única polêmica da Reforma Tributária. O ministro da Economia, Paulo Guedes, defende a volta de um imposto aos moldes do CPMF, como forma de compensar a desoneração criada pelo texto

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