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Antecipar o IR é mais ‘barato’ do que o 13º

Bancos oferecem opções de crédito com juros de 1,69%. Dica é pesquisar quais são as melhores opções

Uma boa opção para quem está endividado é procurar as linhas especiais de antecipação do 13 salário (pago em dezembro) ou da restituição do Imposto de Renda (que pode ser paga entre junho e dezembro, de acordo com o lote). Os bancos oferecem taxas de crédito bem atrativas. 

Para quem tem dinheiro a receber da Receita Federal, a restituição do IR tem as ofertas mais em conta: a menor taxa é de  1,69% ao mês, no Banco do Brasil. No caso do  13º, a oferta mais em conta é de  2,2% ao mês, no Santander. Em ambos os casos, no entanto,  o cliente pode conseguir condições melhores de acordo com o nível de relacionamento com a instituição.

“No caso dos clientes com bom relacionamento, aplicações e vínculos com o banco, a menor taxa pode chegar a 1,5% ou 1,6%”, disse Miguel de Oliveira, presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

Considerando a média de 2,75% ao mês, os  empréstimos de recebíveis são bem mais vantajosos do que o empréstimo pessoal (4,15% ao mês), o cheque especial (7,82% ao mês) e o cartão de crédito (9,37% ao mês). “Vale a pena fazer a antecipação para quitar uma dívida com taxa mais alta”, explicou Rafael Fantato, diretor da LB Assessoria.

O cliente que optar pela antecipação do Imposto de Renda precisa, porém, levar em conta o lote de restituição. “O valor dos juros cobrados serão menores se o cliente entrar nos primeiros lotes. Se ficar para o último,  em dezembro, o valor aumenta”, disse Leonardo Bastos, coordenador do curso de ciências econômicas da Universidade Newton Paiva. Outro problema é em relação à malha fina. Os bancos determinam um prazo máximo para descontar o empréstimo. “Se não tiver saldo no dia, a conta fica negativa”, disse Bastos.

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Atualizado em: 12/07/2026 18:00

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