A Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) afirmou nesta terça-feira (1) em nota que "vê com preocupação a decisão do governo de elevar a carga tributária federal incidente sobre bebidas frias, pois avalia que haverá dificuldades para as cervejarias absorverem este aumento, dadas as fortes pressões de custo incidentes sobre o setor".
O Ministério da Fazenda anunciou nesta terça que o impacto médio nos preços de cerveja, isotônicos e energéticos será de 0,4%, caso o aumento seja integralmente repassado aos consumidores. Segundo o governo, a alta dos tributos deverá engordar os cofres públicos em mais R$ 200 milhões neste ano.
De acordo com a CervBrasil, a carga tributária de bebidas frias subiu mais de 20% nos últimos dois anos, acima da inflação do período em mais de oito pontos percentuais.
A associação destaca ainda que o segmento de bebidas frias fez, também nos últimos dois anos, aportes superiores a R$ 15 bilhões no país.
A entidade reúne as quatro maiores empresas do setor - Ambev, Brasil Kirin, Heineken e Petrópolis. "A indústria mantém seu compromisso com o desenvolvimento nacional e continuará o diálogo com o governo no sentido de garantir o crescimento do mercado; beneficiando assim o consumidor", acrescentou a CervBrasil.
Analistas do Credit Suisse e do Bank of America Merrill Lynch afirmam, em relatório, que a Ambev terá que aumentar os preços de suas cervejas em 1% a 1,5% para manter a rentabilidade, destaca o Valor Online.
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