Embora as confraternizações e bonificações de fim de ano estejam concentradas em dezembro, o planejamento das empresas começa meses antes. A partir de setembro, áreas de Recursos Humanos e gestão de pessoas intensificam as negociações para a compra de cestas de Natal, cartões-presente e outros benefícios destinados aos trabalhadores.
A antecipação está relacionada principalmente ao volume das operações. A aquisição de cartões e produtos em grandes lotes exige definição de orçamento, escolha de fornecedores, levantamento do número de beneficiários e organização da entrega.
Segundo Natalia Garrido, diretora de Operações e Produtos da Blackhawk Network (BHN) no Brasil, as negociações costumam ganhar ritmo no começo de setembro. O objetivo é reduzir riscos de atrasos e evitar que decisões tomadas próximo às festas comprometam a distribuição dos benefícios.
“Essas vendas são feitas, geralmente, em grandes lotes, o que exige capacidade de organização de todos os envolvidos”, afirma a executiva.
Além das questões logísticas, as empresas também avaliam o formato da bonificação. Entre as alternativas disponíveis estão cestas físicas, créditos digitais e cartões-presente que permitem ao trabalhador escolher produtos de acordo com suas necessidades.
O aumento da procura por programas de reconhecimento também aparece nos investimentos realizados pelas organizações. De acordo com o Relatório de Tendências de Incentivos 2026, elaborado pela Cashin, o volume destinado a iniciativas de incentivos e recompensas no Brasil passou de R$ 150 milhões, em 2024, para R$ 250 milhões, em 2025.
A variação representa crescimento de 66,7% no período. Os recursos abrangem ações de reconhecimento de funcionários, campanhas de incentivo, programas de fidelidade e recompensas voltadas a diferentes públicos.
Os números indicam que essas iniciativas vêm ocupando mais espaço no planejamento das empresas. No entanto, a adoção de uma bonificação de fim de ano depende de fatores como orçamento, perfil dos trabalhadores, facilidade de utilização e custos de distribuição.
Uma das movimentações recentes desse mercado foi o lançamento, pela BHN Brasil e pela Seara, de um cartão-presente digital voltado à compra de itens para a ceia de Natal.
Disponível em valores entre R$ 150 e R$ 600, o cartão permite ao beneficiário selecionar produtos entre carnes, acompanhamentos e sobremesas. A entrega dos itens está prevista para dezembro, no endereço informado pelo usuário.
O produto foi apresentado em julho, meses antes do período de festas, seguindo a tendência de antecipação das compras corporativas. Para o RH, esse calendário amplia o tempo disponível para comparar soluções, estimar custos e organizar a distribuição.
Independentemente do formato escolhido, o planejamento antecipado ajuda a evitar problemas operacionais. Também permite que a empresa defina critérios claros para a concessão do benefício e comunique aos trabalhadores, com antecedência, quem terá direito à bonificação e como ela poderá ser utilizada.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.1434 | 5.1438 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.9059 | 5.9079 |
| Atualizado em: 18/09/2026 18:30 | ||
| 06/2026 | 07/2026 | 08/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,79% | -0,86% | 0,06% |
| IGP-M | -0,50% | -1,16% | -0,22% |
| INCC-DI | 0,78% | 0,61% | 0,66% |
| INPC (IBGE) | 0,14% | -0,01% | -0,32% |
| IPC (FIPE) | 0,18% | -0,03% | 0,01% |
| IPC (FGV) | 0,36% | -0,08% | -0,37% |
| IPCA (IBGE) | 0,16% | 0,07% | -0,32% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,41% | 0,06% | -0,40% |
| IVAR (FGV) | 0,10% | 0,66% | 0,29% |