Notícias

Geração Alpha desafia empresas a adaptar gestão e inclusão no mercado de trabalho

Organizações precisarão revisitar processos seletivos e desenvolver lideranças

A geração Alpha (Gen Alpha), formada por nativos digitais, criativos e hiperconectados, deve representar cerca de 19% da força de trabalho mundial pelos próximos anos, segundo projeção da consultoria McCrindle. Diante desse cenário, as organizações de diferentes setores precisarão revisitar processos seletivos e desenvolver lideranças.

Além disso, será necessário repensar as políticas de inclusão corporativas, já que conforme o “Relatório Gen Alpha”, da Attest, mostra a incidência significativamente maior de diagnósticos relacionados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) na geração Alpha. Cenário que pressiona ambientes corporativos acessíveis e preparados para diferentes formas de aprendizagem, comunicação e desempenho profissional.

Enquanto esse cenário ganha força, muitas organizações ainda mantêm estruturas pouco adaptadas para acolher profissionais neurodivergentes. Os desafios dentro da cultura organizacional inclusiva, segundo a psicopedagoga e educadora parental Carla Costa, começam na forma como as empresas estruturam seus processos internos e preparam suas equipes.

“A aprendizagem no âmbito do trabalho não acontece de forma isolada; ela está profundamente conectada ao ambiente organizacional, às relações profissionais, aos processos de desenvolvimento e às experiências que o colaborador vivencia dentro da empresa. No caso de jovens profissionais diagnosticados com TEA, uma rotina profissional estruturada funciona como um elemento de apoio para o desenvolvimento da autonomia, responsabilidade e autorregulação”, observa.
Com apenas 16% dos adultos autistas inseridos no mercado de trabalho formal e remunerado, segundo a National Autistic Society, a GenAlpha representa um teste para as empresas, segundo a especialista.

“Caso não haja uma mudança nas empresas desde agora, uma fatia significativa de profissionais autistas pode continuar a esbarrar na falta de acesso, permanência e crescimento no mercado de trabalho. A mudança que traz a GenAlpha é essencial nesse sentido. As empresas precisam entregar condições reais de desenvolver o potencial de seus funcionários”, alerta.

“Na prática, muitas empresas demonstram interesse em promover ambientes mais inclusivos, mas ainda enfrentam dificuldades relacionadas às estratégias adequadas para lidar com a diversidade das equipes”, observa.

Profissional com mais de uma década de experiência na área da educação, Carla Costa explica que a maior presença de profissionais neurodivergentes exige uma revisão das práticas de recrutamento e requalificação profissional. Para a especialista, é fundamental ressignificar modelos de gestão e desenvolvimento de talentos, para que as empresas estejam preparadas para diferentes formas de pensar, aprender e contribuir.

“A inclusão acontece quando a organização compreende que cada profissional possui uma forma própria de aprender, se comunicar e desenvolver suas atividades. Não basta criar oportunidades de entrada; é preciso garantir condições para que essas pessoas permaneçam, evoluam e tenham suas habilidades reconhecidas dentro do ambiente de trabalho”, conclui.

Indicadores Financeiros

Indicadores diários

Compra Venda
Dólar Americano/Real Brasileiro 5.1048 5.107
Euro/Real Brasileiro 5.8553 5.8573
Atualizado em: 21/09/2026 16:25

Indicadores de inflação

06/202607/202608/2026
IGP-DI-0,79%-0,86%0,06%
IGP-M-0,50%-1,16%-0,22%
INCC-DI0,78%0,61%0,66%
INPC (IBGE)0,14%-0,01%-0,32%
IPC (FIPE)0,18%-0,03%0,01%
IPC (FGV)0,36%-0,08%-0,37%
IPCA (IBGE)0,16%0,07%-0,32%
IPCA-E (IBGE)0,41%0,06%-0,40%
IVAR (FGV)0,10%0,66%0,29%