A presença da Geração Z no mercado de trabalho vem transformando a dinâmica das empresas e desafiando lideranças a repensar estratégias de retenção, desenvolvimento e gestão de pessoas. Um levantamento da consultoria global de soluções em talentos Robert Half mostra que as prioridades profissionais mudam significativamente conforme o estágio da carreira.
Segundo o estudo, 86% dos profissionais da Geração Z apontam crescimento e promoção como principais prioridades no ambiente de trabalho. Já entre os Baby Boomers, o aspecto mais valorizado é o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, citado por 66% dos entrevistados.
Os dados reforçam uma tendência cada vez mais evidente nas organizações: profissionais mais jovens tendem a buscar desenvolvimento acelerado, aprendizado constante e oportunidades de ascensão, enquanto trabalhadores mais experientes passam a valorizar estabilidade, propósito e qualidade de vida.
“Existe uma tendência de simplificar demais o debate sobre gerações, mas o que os dados mostram é que as prioridades mudam ao longo da vida pessoal e profissional. As expectativas estão muito mais ligadas ao momento da carreira do que à idade em si”, explica a gerente da Robert Half, Erika Moraes.
O levantamento da Robert Half ouviu mil profissionais das áreas de finanças, tecnologia, engenharia, setor jurídico e suporte administrativo, considerando diferentes faixas etárias e momentos de carreira para analisar as transformações no ambiente de trabalho contemporâneo.
De acordo com o levantamento, as prioridades variam entre os grupos etários analisados:
Além disso, temas como reconhecimento, flexibilidade e segurança seguem relevantes para todas as gerações, embora em diferentes níveis.
Com até quatro gerações convivendo simultaneamente no ambiente corporativo, especialistas alertam que políticas rígidas e pouco adaptáveis tendem a gerar desalinhamentos entre empresas e profissionais.
Isso pode impactar diretamente indicadores importantes, como produtividade, engajamento e retenção de talentos.
Diante desse cenário, empresas precisam equilibrar crescimento, reconhecimento e bem-estar para obter melhores resultados na retenção de jovens talentos e profissionais experientes.
Entre as práticas consideradas mais eficientes estão:
A entrada da Geração Z no mercado de trabalho também tem acelerado discussões sobre propósito, saúde mental, flexibilidade e desenvolvimento contínuo. Diferentemente de gerações anteriores, muitos jovens profissionais demonstram maior interesse por aprendizado rápido, mobilidade de carreira e ambientes mais colaborativos.
Ao mesmo tempo, empresas começam a perceber que atrair jovens talentos exige mais do que salários competitivos.
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| Atualizado em: 21/09/2026 18:10 | ||
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