Os agentes IA são um ativo cada vez mais estratégico para as empresas: 62% de 1933 líderes de TI e Cybersecurity entrevistados em novembro de 2025, para um estudo produzido pela F5 Labs, da F5, disseram que haviam iniciado projetos-pilotos para aplicar o Agente de IA em seus processos.
Entre as verticais mais adiantas no uso desta inovação estão os grandes provedores de serviços digitais (isso inclui as BigTechs), empresas de mídia e entretenimento e o setor de serviços de saúde. Estima-se que, até 2035, 30% dos gastos com software corporativo venham do uso de Agentes de IA.
“Veremos cada vez mais os Agentes de IA se consolidarem como o cérebro e os braços da IA. Não se trata mais de uma mera consulta a uma plataforma de IA Generativa. O Agente de IA é o elemento que permite que a IA Generativa realize, de A a Z, ações de negócios como atender um cliente, vender um produto, resolver uma demanda de suporte etc. Essa autonomia torna a proteção deste ativo algo crítico para os negócios”, enfatiza Roberto Ricossa, Vice-Presidente da F5 América Latina.
Mas, uma nova frente de batalha está surgindo, segundo o F5 Labs. “Uma evolução dos Agentes de IA – o fato de contarem com traços de personalidade que simulam a “voz” e as reações humanas – é, agora, alvo de ataques de Engenharia Social realizados também por Agentes de AI”, adiciona Ricossa.
A Persona do Agente de IA foi criada para acelerar ainda mais os negócios digitais das organizações. Um gigante de e-Commerce poderá, por exemplo, determinar que o Agente de IA que realiza o atendimento ao cliente seja encantador, com traços de personalidade como empatia e extroversão. Essa será sua “voz”. A Persona é definida ainda na fase de desenvolvimento e é parte do DNA do Agente de IA. O modelo mais adotado na definição da personalidade é o OCEAN. São traços como abertura (Openess), conscienciosidade (Conscientiousness), extroversão (Extraversion), amabilidade (Agreeableness) e neuroticismo (Neuroticism).
Técnicas de bullying e de Engenharia Social implementadas em Agentes de IA “do mal” usam neurolinguística e psicologia para convencer o Agente de IA “do bem” a ir contra seus parâmetros, abrindo brechas para que os atacantes sejam bem-sucedidos.
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| Atualizado em: 20/09/2026 19:00 | ||
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