O vazamento de informações pessoais deixou de ser um imprevisto técnico para se tornar uma falha grave de qualidade aos olhos do mercado. Em 2026, a segurança de dados consolidou-se como o “novo SAC“: o consumidor brasileiro não aceita mais empresas que tratam seus CPFs e cartões com negligência, e que encaram a exposição de dados como um produto defeituoso que justifica o fim imediato da relação com a marca.
De acordo com o relatório da IBM de 2025, o custo médio de vazamento de dados no Brasil atingiu o recorde de R$ 7,19 milhões, um salto que reflete não apenas multas pesadas, mas o impacto direto no faturamento causado pela debandada de clientes.
A percepção de que a empresa é apenas uma “vítima” de criminosos deu lugar a uma cobrança rigorosa sobre a custódia das informações. De acordo com o index 2025 da Thales, 82% dos consumidores globais afirmam ter abandonado uma marca nos últimos 12 meses devido a preocupações com a gestão de seus dados pessoais.
No Brasil, o abismo entre a expectativa do cliente e a realidade corporativa é alarmante: levantamento da Cisco aponta que apenas 5% das empresas nacionais possuem um nível maduro de preparação cibernética. Para setores como o varejo, que liderou o ranking de incidentes na América Latina em 2025 segundo a Intel 471, essa fragilidade é um risco existencial.
Segundo Fernando Dulinski, fundador do Cyber Economy Brasil, hub estratégico criado para acelerar a maturidade cibernética no país e liderar a transição do Brasil para uma economia digital segura, madura e competitiva, o mercado vive um momento de ruptura. “O dado é o ativo que o cliente entrega em troca de uma experiência de consumo. Quando esse dado vaza, a confiança é quebrada de forma irreversível, e o consumidor moderno enxerga isso como uma falha na entrega do serviço básico. Em 2026, a resiliência cibernética deixou de ser um custo operacional de TI para se tornar a principal estratégia de retenção de clientes e proteção de valor de mercado. Por isso, as empresas que não tratam a segurança como um pilar de qualidade do produto estão, na prática, operando com um defeito de fabricação invisível“, afirma o especialista.
Essa mudança de mentalidade aproxima a cibersegurança da lógica tradicional de gestão de riscos. Da mesma forma que o consumidor não aceita um carro com freios inoperantes, ele não tolera mais plataformas que não garantem a integridade de sua vida digital.
Portanto, as organizações que comunicam incidentes com transparência e demonstram controle em momentos críticos podem até fortalecer sua reputação, mas o foco agora deve ser a construção de uma cultura de segurança que permeie toda a jornada do cliente. Em um mundo onde a confiança é o ativo estratégico mais escasso, a resiliência não é apenas uma proteção técnica, mas uma vantagem competitiva indispensável para a sobrevivência econômica.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.1666 | 5.1674 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.8763 | 5.8783 |
| Atualizado em: 23/09/2026 13:55 | ||
| 06/2026 | 07/2026 | 08/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,79% | -0,86% | 0,06% |
| IGP-M | -0,50% | -1,16% | -0,22% |
| INCC-DI | 0,78% | 0,61% | 0,66% |
| INPC (IBGE) | 0,14% | -0,01% | -0,32% |
| IPC (FIPE) | 0,18% | -0,03% | 0,01% |
| IPC (FGV) | 0,36% | -0,08% | -0,37% |
| IPCA (IBGE) | 0,16% | 0,07% | -0,32% |
| IPCA-E (IBGE) | 0,41% | 0,06% | -0,40% |
| IVAR (FGV) | 0,10% | 0,66% | 0,29% |