A Inteligência Artificial deixou de ser tendência e passou a fazer parte da rotina do RH em empresas de todos os portes. De acordo com especialistas, a tecnologia já transforma desde a triagem de currículos até análises avançadas de People Analytics, reduzindo vieses, automatizando tarefas e ampliando a capacidade estratégica das áreas de Recursos Humanos.
No terceiro episódio do podcast HR Executive Talks, iniciativa da Elofy — plataforma de gestão de desempenho e jornada do colaborador, integrante do grupo Zucchetti —, Vanessa Toledo, Senior Manager da Accenture Brasil, destacou cinco áreas em que a IA já provoca impactos significativos na gestão de pessoas.
Grande parte do tempo dos HR Business Partners ainda é consumida por dúvidas operacionais de colaboradores e gestores. Vanessa explica que temas como envio de atestados, regras internas e fluxos administrativos continuam chegando ao RH por múltiplos canais. Segundo ela, chatbots treinados com FAQs e históricos de atendimento reduzem gargalos e liberam o time para atividades estratégicas. Além disso, a IA transforma o atendimento em dados, permitindo identificar padrões e dores recorrentes da organização.
Em processos seletivos com alto volume de candidaturas, a IA se torna indispensável. Uma única vaga pode receber centenas de currículos, tornando a triagem manual limitada. “A tecnologia amplia a leitura dos perfis e reduz o risco de perder bons candidatos por detalhes de formatação”, afirma Vanessa. Para Bruno Cortez, CEO da Elofy, a IA também deve olhar para dentro: PDIs, sucessão e talentos internos passam a ser mapeados com mais precisão.
A IA já participa das etapas iniciais de entrevistas, inclusive via WhatsApp, analisando padrões de voz e respostas. No desenvolvimento, soluções com avatares e simulações treinam equipes — especialmente de vendas — com feedback imediato sobre postura, argumentação e abordagem. A tecnologia deixa de ser apenas filtro e passa a ser ferramenta de aprendizagem contínua.
Com mudanças rápidas no mercado, mapear competências manualmente se torna inviável. “Competência vira a nova moeda”, afirma Vanessa. A IA identifica skills emergentes, aponta lacunas e orienta decisões de capacitação e carreira. Plataformas integradas conectam desempenho, competências e desenvolvimento, permitindo ao RH transformar dados dispersos em ações práticas.
A IA torna os ciclos de performance mais ágeis, com feedbacks contínuos e resumos automáticos que apoiam gestores na avaliação final. Modelos preditivos de People Analytics ajudam a prever turnover, analisar clima e antecipar tendências. Para Bruno Cortez, o segredo é começar: “Não é sobre esperar o cenário perfeito, mas evoluir o uso de dados de forma estruturada e segura”.
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| Atualizado em: 23/09/2026 19:30 | ||
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