A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) completou quatro anos de sanção e um ano da sua regulamentação, quando as multas passaram a ser aplicadas. E desde a sua implementação, as empresas tiveram que mudar e se adaptar para usar os dados de seus colaboradores, candidatos, parceiros e fornecedores de maneira responsável. Um dos setores mais afetados dentro das empresas foi o de Recursos Humanos, que precisou revisitar o modo como são feitos processos seletivos e contratações de profissionais.
Com o objetivo de cumprir a lei, assegurar a privacidade e a autonomia dos titulares dos dados, os profissionais de RH passaram a solicitar autorização expressa das pessoas quando informações pessoais são necessárias, indicando sempre, com clareza, o objetivo do uso e o tempo de armazenamento dos dados coletados.
“As empresas investiram na capacitação dos profissionais de RH e na inovação com ferramentas e sistemas que assegurem a adequação à lei. Ou seja, novos processos e plataformas por onde os dados transitam foram otimizadas a fim de criar procedimentos que naturalmente tornassem a proteção de dados parte do cotidiano do RH”, afirma Ana Paula Prado, CEO do Infojobs.
De acordo com a executiva, as pessoas que integram o setor de Recursos Humanos das empresas precisam se atentar ao recebimento e armazenamento de currículos, registros contratuais, dados compartilhados à seguradoras e planos de saúde e dados fornecidos às empresas responsáveis pela folha de pagamento.
Listamos quatro passos que podem contribuir para que as corporações cumpram a norma com precisão técnica necessária.
“O RH tem um papel importante sobre o gerenciamento dos dados. Por isso é fundamental conhecer e entender o impacto das diretrizes da LGPD para se adequar às exigências da lei, ainda mais neste momento em que as fiscalizações devem ser ampliadas”, reforça Ana Paula.
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| Atualizado em: 01/10/2026 17:15 | ||
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