Uma das preocupações da grande maioria dos empreendedores é a questão da qualidade do negócio, pois sabem muito bem da necessidade de aprimorar um melhor serviço ou produto, bem como os processos internos da gestão de equipe e melhorias contínuas do empreendimento a que servem.
Surge então uma espécie de síndrome que afeta o empreendedor, é o desejo sobre o “que não tem”, é aquilo que falta, uma mentalidade de escassez fazendo com que se esqueça de enxergar o negócio em si.
Este empreendedor fica mais focado na escassez do que na possível fartura, acha e pensa que tudo é muito pouco, existe um jargão que diz: “pense grande”, mas o grande mal é que só fica nos pensamentos futuros e deixa de observar o agora, por isso, é necessário um equilíbrio.
Existem aqueles que buscam incessantemente o conhecimento, em detrimento de deixar de colocar em prática gerando aprendizados, isto é contra progresso, buscar evoluir com mais conhecimento sim, mas a prova é que legitimará a experiência trazendo melhores resultados e preparando para novos tempos.
Numa analise mais positiva é o estereótipo que todo empreendedor possui – a mente e comportamento de visionário, sempre pensando a frente anos luz, com formulações de ótimas metas e bem fundamentado no propósito do negócio.
Infelizmente para alguns essas metas tornam-se um vicio em si mesmo, tornando-se o futurista da empresa a que predica de forma mecanicista e deixando de fazer o que precisa ser feito no cotidiano do empreendimento e eximindo-se de acompanhar mais a equipe e os liderados no cotidiano.
Já dizia o pensador estoico Marcus Aurelius (imperador em 161 d.c.):
“O ser humano pensa em progredir, evoluir, conquistar e ganhar sempre mais. Entretanto, não pensa no fundamental: manter o que já possui”.
Para elevar a padrões de qualidade e excelência nos serviços ou produtos a serem entregues ou o cuidado e manutenção dos bens tangíveis ou intangíveis é necessário um olhar para dentro, são questões como:
- Podemos desfrutar o que já existe e foi conquistado?
- É possível aprimorar o cenário atual para aperfeiçoar mais os serviços?
- Dá para aproveitar o que já temos em ampliar organicamente o negócio com menores esforços e diminuindo os custos?
- Usar as competências já existentes gerará melhor produtividade?
- Como melhorar com o que possuo para ter mais qualidade de vida?
As indagações são tantas e o empreendedor pode valorizar mais seu próprio negócio encontrando respostas e usando mecanismos, ferramentas, bens móveis ou imóveis, técnicas e fórmulas que já os tem, pois se fizer um inventário do que já possui com certeza se deparará com um mapa para o futuro menos atribulado e mais seguro, e como dizem os estoicos “com menos sou mais e com mais sou menos”.
Bom trabalho e grande abraço.
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| Atualizado em: 02/10/2026 18:18 | ||
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