Passados os anos de euforia proporcionada pelo aumento do poder de consumo da população e pelo crescimento econômico, as empresas passam por sensível queda das vendas e, com margens mais apertadas, têm que refazer os cálculos para ver se a conta fecha. Para não ter que cair no caminho da recuperação judicial (e até da falência), muitas estão apertando o cinto. Na Região Nordeste, não seria diferente. Com a redução do poder aquisitivo, alguns setores estão verificando nos demonstrativos financeiros o impacto disso. Os mais afetados sem dúvida são a Indústria e Serviços que, principalmente no Ceará, têm forte atuação no setor têxtil, calçadista e varejo.
Diante desse contexto, resta às empresas rediscutir as estratégias financeira e operacional, bem como rever os processos. Reestruturação é a palavra de ordem. Neste caso, o primeiro passo buscar é a redução de custos. Mas nem sempre cortes são tão simples e, se mal executados, podem afetar a competitividade empresarial. A redução de custos precisa ser feita de forma racional e saudável.
Um levantamento feito pela KPMG mostra alguns dados referentes a uma potencial redução por linha de custos. Em uma lista de 15 categorias, foi possível ter uma diminuição estimada em telefonia, por exemplo, de até 22%. Em segundo lugar, material de escritório com 12%; em terceiro, embalagens de madeiras e manutenção predial com 10%; e em quarto estão pallets, manutenção industrial, conservação, portaria e vigilância e MRO (Manutenção, Reparos e Operações) com 7%. São categorias que podem apresentar um resultado mais efetivo do que a demissão de pessoal, ao contrário do que muita gente pensa.
Importante salientar que o planejamento estratégico e orçamentário integrado a um programa de redução de custos será melhor do que a implementação de ações isoladas. Dessa forma, as pessoas envolvidas podem entender quais são os principais drivers de transformação estratégica. A partir daí, é garantir o comprometimento das lideranças em implementar as iniciativas selecionadas e acompanhar os resultados esperados.
Nos casos extremos, projetos de redução de custos devem ser combinados com a reestruturação de dívida. A “virada de mesa” deve incluir: renegociação da dívida; foco na geração de caixa; eliminação de redundâncias de processos e de pessoal; racionalização do portfólio de produtos e revisão da estrutura e da administração tributária e fiscal. É, sem dúvida, um projeto mais ousado, que exige apoio da direção e acionistas.
Desde que bem realizados, projetos de redução de custos podem trazer resultados expressivos no curto e médio prazos. Além disso, podem evitar o aumento do endividamento em cenário macroeconômico incerto e com taxas de juros mais elevadas.
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 4.9863 | 4.9876 |
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| Atualizado em: 12/10/2026 11:27 | ||
| 07/2026 | 08/2026 | 09/2026 | |
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| IGP-DI | -0,86% | 0,06% | 1,50% |
| IGP-M | -1,16% | -0,22% | 1,57% |
| INCC-DI | 0,61% | 0,66% | 0,22% |
| INPC (IBGE) | -0,01% | -0,32% | 0,82% |
| IPC (FIPE) | -0,03% | 0,01% | 0,51% |
| IPC (FGV) | -0,08% | -0,37% | 0,67% |
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| IPCA-E (IBGE) | 0,06% | -0,40% | 0,70% |
| IVAR (FGV) | 0,66% | 0,29% | 0,28% |