Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas mostra que o atual nível de pessimismo diante da economia (55%) é o maior desde janeiro de 1991 (54%), quando o Brasil estava no auge do plano Collor. Crises acionárias, mercados em retração e instabilidade econômica trazem consequências não apenas para o país, para as empresas, mas também para o desenvolvimento profissional. Segundo a Diretora de Negócios da consultoria global em mobilidade de talentos LHHlDBM, Irene Azevedo, investidor não gosta de incertezas. “Quando há desaceleração na economia, as empresas põem o pé no freio em termos de novas contratações”, explica.
Diante desse cenário é fundamental não deixar a crise estagnar o desenvolvimento da carreira e ficar atento às oportunidades, já que muitas empresas optam por desenvolver talentos dentro da própria organização. “Se há vaga em aberto, o custo de promover um funcionário é muito menor do que o de se buscar alguém de fora. Muitas vezes, então, prevalecendo o olhar financeiro”, explica Irene, acrescentando que isso não é necessariamente negativo, pois permite o crescimento daquele que já está no mercado. Contudo, existem formas de acompanhar a demanda e garantir sucesso, ainda que em meio a tempestades.
“Seja sempre o melhor que puder ser e esteja sempre conectado com seu trabalho e com seu propósito”, orienta a diretora. Além disso, é importante focar no comprometimento, pois ele está diretamente ligado aos resultados. Pro-atividade para trazer soluções é um diferencial que será notado e contará pontos alcançar novos objetivos. “A crise está fora da empresa. Dentro dela temos que procurar solucionar os problemas”, afirma ela.
O medo do novo é inerente ao ser humano e aquele que se dispõe, e enfrenta novos desafios se destaca. “Isso não significa ir além de suas capacidades, mas sim estudar o desconhecido, deixando sua zona de conforto e desenvolvendo novas habilidades”, orienta Irene, ressaltando que outro ponto importante para sobreviver aos momentos de incerteza é ter um bom networking, se conhecer, conhecer seus recursos e o ambiente.
Objetividade é a palavra chave. “Trace estratégias e cumpra as metas estabelecidas. Mudar de emprego repentinamente diante de um cenário de crise pode ser perigoso para carreira. O melhor a fazer nesse caso é entender bem o que essa transição significa e onde se quer chegar através dela”, conclui Irene.
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| Atualizado em: 14/10/2026 18:30 | ||
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