A falta de planejamento financeiro vem se mostrando problema para as famílias brasileiras. Segundo pesquisa realizada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil e pelo portal Meu Bolso Feliz, 24% das pessoas endividadas admitem que costumam deixar de pagar alguns compromissos financeiros para adquirir determinado produto que gostariam de ter.
“A primeira atitude para organizar as finanças pessoais é reconhecer a necessidade de mudar hábitos que colocam o bolso em risco. Dois graves erros são subestimar os pequenos gastos do dia a dia e fazer compras desnecessárias para que as pessoas tenham imagem positiva ao seu respeito”, disse o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli.
Ainda de acordo com o estudo, apenas 20% dos inadimplentes têm alguma poupança para realizar um sonho no futuro. Para o planejador financeiro e professor da Fipecafi (Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras) Silvio Paixão, esse dado é preocupante. “Acredito que essas pessoas estejam guardando dinheiro apenas para casos de emergência. Os outros 80% devem estar com sérios problemas financeiros”, declarou.
Para o professor, antes de pensar em realizar sonhos, os inadimplentes devem ficar no azul. “Os endividados têm três desafios. Primeiro eles precisam se tornar adimplentes. Depois é fundamental construir um fundo de emergência que consiga pagar três meses de despesas, caso a pessoa fique desempregada. Por fim, já no azul e com o fundo de reserva, as pessoas devem guardar dinheiro para buscar seus sonhos, lembrando não usar a quantia de emergência para isso”, explicou.
Já entre os que estão com as contas em dia, a pesquisa mostra que 56% deles consideram-se financeiramente determinados para metas de longo prazo. “Eles têm o conforto de estarem no azul e conseguem fazer essa reserva para realizar seus sonhos. É o desejo de todos”, acrescentou Paixão.
A pesquisa revela que as mulheres representam 60% dos inadimplentes. Considerando a condição social e a faixa etária, percebe-se maior representatividade da classe C (86%) e de pessoas entre 25 e 49 anos (65%) entre os que têm contas em atraso. Entre as causas de inadimplência, o empréstimo do nome surge com mais frequência entre consumidores com mais de 49 anos.
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| Atualizado em: 15/10/2026 17:30 | ||
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